O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou nesta quarta-feira que o reajuste do salário mínimo e a ampliação da isenção do Imposto de Renda vão injetar cerca de R$ 110 bilhões na economia em 2026. A avaliação foi feita durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, do CanalGov.
No ano passado, o Congresso Nacional aprovou e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil, válida a partir de janeiro. Já os trabalhadores com renda entre R$ 5 mil e R$ 7.350 passaram a pagar um imposto menor. O salário mínimo, por sua vez, teve reajuste de 6,79%, chegando ao valor de R$ 1.621.
Durante a entrevista, Marinho também disse acreditar na possibilidade de aprovação do fim da escala de trabalho 6 x 1 ainda em um ano eleitoral. A proposta tornou-se uma das principais bandeiras do governo Lula, em um contexto de eleições em que o presidente buscará a reeleição, assim como grande parte dos deputados e senadores.
Além do fim da escala em que o trabalhador atua seis dias por semana e folga apenas um, o ministro defendeu a redução da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais. Segundo ele, uma diminuição mais drástica não condiz com a realidade atual do país.
“O que estamos falando é redução da jornada máxima. A jornada máxima hoje são 44 horas semanais. Eu enxergo que há toda possibilidade de ir para 40 horas semanais, isso é o essencial com o fim da 6 x 1”, afirmou.
Marinho também buscou tranquilizar o setor empresarial ao descartar, neste momento, uma redução para 36 horas semanais.
“Não vejo que o Brasil possa caminhar rapidamente para 36 horas semanais. Falar de 44 para 36 horas de uma vez só não seria salutar nem sustentável do ponto de vista imediato”, avaliou.
Na entrevista, o ministro ainda afirmou que, a pedido do presidente Lula, permanecerá no governo e não disputará a reeleição para a Câmara dos Deputados nas eleições de outubro deste ano.