A Apple passou a tratar a sucessão de seu CEO, Tim Cook, como um processo concreto e não mais hipotético. Segundo o New York Times, o planejamento interno foi acelerado nos últimos meses, em meio a pressões estratégicas e mudanças no cenário global de tecnologia.
A possível transição ocorre em um momento sensível para a empresa. Após mais de uma década sob a liderança de Cook, a Apple se consolidou como uma das companhias mais lucrativas do mundo, com uma gestão marcada por eficiência e previsibilidade. No entanto, cresce o debate interno sobre a necessidade de um novo impulso inovador, especialmente diante da corrida global pela inteligência artificial.
Entre os nomes mais bem posicionados está John Ternus, atual chefe de engenharia de hardware da Apple. Com mais de duas décadas na empresa, ele construiu sua carreira de forma gradual, liderando projetos estratégicos como a transição dos chips Intel para processadores próprios e o desenvolvimento de novos modelos de iPhone. Internamente, é visto como um gestor pragmático, atento a custos, focado em execução e com estilo de liderança próximo às equipes.

De acordo com a apuração, Tim Cook, aos 65 anos, pretende reduzir gradualmente sua carga de trabalho e, ao deixar o cargo de CEO, deve assumir a presidência do conselho, mantendo influência sobre decisões estratégicas.
Além dos desafios tecnológicos, o próximo comandante da Apple herdará um ambiente externo complexo, com tensões geopolíticas, instabilidade comercial e forte dependência da cadeia produtiva chinesa. A escolha do novo CEO poderá definir não apenas o rumo da empresa na era da IA, mas o próximo capítulo de sua relevância global.