O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera todos os cenários de primeiro turno testados e aparece à frente da maioria das simulações de segundo turno para as eleições presidenciais de 2026. Os dados são da primeira pesquisa de intenção de voto registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) neste ano, realizada pelo instituto Meio/Ideia e divulgada nesta terça-feira (13).
No primeiro cenário estimulado de primeiro turno, Lula soma 40,2% das intenções de voto, contra 32,7% do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Os governadores Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (União-GO) aparecem empatados, com 5,5% cada. Os eleitores indecisos representam 11,8%, enquanto votos brancos e nulos totalizam 3,6%.
Em cenários que incluem o principal herdeiro político do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Lula mantém a dianteira, com índices entre 39,6% e 39,7%, enquanto o parlamentar oscila entre 26,5% e 27,6%. Quando o nome testado é o da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), o atual presidente registra cerca de 40% das intenções de voto, contra aproximadamente 29% da adversária.
Outros governadores cotados no campo da direita, como Ratinho Jr. (PSD-PR), Eduardo Leite (PSD-RS), Romeu Zema e Ronaldo Caiado, permanecem com percentuais de um dígito em todos os cenários de primeiro turno avaliados.
Nas simulações de segundo turno, Lula venceria praticamente todos os adversários testados. Contra Michelle Bolsonaro, o presidente alcança 46% das intenções de voto, frente a 39% da ex-primeira-dama. O mesmo percentual de 46% se repete em disputas contra Ratinho Jr., Caiado, Zema e Flávio Bolsonaro, que registram índices entre 36% e 37%.
O único adversário que se aproxima do petista em um eventual segundo turno é o governador Tarcísio de Freitas. Nesse cenário, Lula aparece com 44,4% das intenções de voto, enquanto Tarcísio soma 42,1%, configurando empate técnico dentro da margem de erro.
A pesquisa aponta ainda um alto grau de definição do eleitorado: 64,5% dos entrevistados afirmam já ter decidido em quem votar para presidente em 2026, enquanto 35,5% dizem que ainda podem mudar de escolha.
O levantamento ouviu 2 mil pessoas por telefone entre os dias 8 e 12 de janeiro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.