O Instituto Federal da Paraíba (IFPB) aprofundou, entre os meses de janeiro e fevereiro, o diálogo com a comunidade acadêmica e a sociedade civil sobre a possível criação do Instituto Federal do Sertão Paraibano (IFSertãoPB). Por meio de uma série de reuniões presenciais nos campi do interior, a instituição fortalece o debate técnico e participativo em torno da proposta, que pode avançar ainda em 2026, a depender da regulamentação do Projeto de Lei nº 1/2026 pelo Governo Federal.
As reuniões, de caráter técnico, consultivo e propositivo, são coordenadas por um Grupo de Trabalho (GT) instituído pelo IFPB e têm como objetivo ouvir estudantes, docentes, técnico-administrativos e a comunidade externa sobre os impactos e possibilidades da criação do novo instituto federal.
No mês de janeiro, os encontros ocorreram nos campi de Cajazeiras, Sousa, Catolé do Rocha e Patos, marcando o início do processo de escuta no Sertão paraibano. Agora, em fevereiro, as discussões prosseguem em outras unidades do interior, ampliando o alcance do debate e garantindo maior participação da comunidade acadêmica em todo o estado.
De acordo com a pró-reitora de Assuntos Estudantis do IFPB, Anna Clara Feliciano, responsável pelo eixo Comunicação, Transparência e Escuta Social do GT, a iniciativa responde à necessidade de informação e diálogo manifestada pela comunidade.
“A escuta é essencial para que esse processo seja transparente e participativo. Iniciamos as reuniões em janeiro e seguimos em fevereiro justamente para ampliar o diálogo e reunir contribuições qualificadas da comunidade acadêmica e da sociedade”, afirmou.
O Grupo de Trabalho foi instituído a partir de encaminhamentos do Colégio de Dirigentes (Codir) e tem a missão de realizar uma análise técnica da transição necessária para a criação do novo instituto federal. Ao final do ciclo de reuniões, será elaborado um relatório propositivo, que será encaminhado ao Ministério da Educação (MEC) como subsídio à regulamentação da nova instituição.
Segundo o diretor de Planejamento do IFPB e presidente do GT, Anderson Bráulio Silva, o processo segue o que determina a legislação vigente.
“O Projeto de Lei nº 1/2026 estabelece que a regulamentação será feita pelo Poder Executivo. O papel do GT é fornecer elementos técnicos e institucionais que contribuam para essa decisão”, explicou.
Reuniões continuam em fevereiro
Após os encontros realizados em janeiro, o cronograma segue em fevereiro com reuniões nos campi de Soledade (3), Monteiro (4), Princesa Isabel (5) e Itaporanga (5). Novas datas poderão ser divulgadas conforme o andamento dos trabalhos.
*BOA NOTÍCIA PB, A INFORMAÇÃO QUE FAM BEM!