O céu ensolarado, ainda sob o frio típico do fim do inverno europeu, acolheu milhares de fiéis reunidos na Praça São Pedro, neste domingo (22), para a oração do Angelus com o Papa Leão XIV, no I Domingo da Quaresma. Em sua reflexão, o Pontífice fez um apelo direto: reduzir os ruídos externos para abrir espaço à escuta de Deus.

Meditando o Evangelho do dia (Mt 4,1-11), que recorda as tentações de Jesus no deserto, o Papa destacou que Cristo enfrentou a fome e as provações próprias da condição humana, mas venceu o mal pela fidelidade à Palavra de Deus. A partir desse exemplo, Leão XIV afirmou que a Quaresma é um tempo favorável para rever prioridades e fortalecer a vida espiritual.
No centro da mensagem, o Santo Padre foi enfático ao convidar os fiéis a criarem espaços concretos de silêncio no cotidiano. “Dêmos espaço ao silêncio: silenciemos um pouco as televisões, os rádios, os smartphones”, exortou. Segundo ele, em um mundo marcado pelo excesso de informações e distrações, é necessário recuperar o recolhimento para meditar a Palavra, aproximar-se dos sacramentos e escutar a voz do Espírito Santo.
O Papa também alertou para as falsas promessas de felicidade, como riqueza, fama e poder, lembrando que essas propostas, presentes também nas tentações de Jesus, não preenchem o coração humano. A verdadeira alegria, explicou, nasce da comunhão com Deus e da prática do amor.
Ao concluir, Leão XIV incentivou os cristãos a viverem a Quaresma como um “itinerário luminoso”, marcado pela oração, pelo jejum e pela esmola, e confiou o caminho da Igreja à proteção da Virgem Maria.
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