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No Angelus deste domingo, Papa afirma que Jesus é a resposta de Deus à sede do coração humano

Durante o Angelus deste domingo, na Praça São Pedro, o Papa afirmou que Jesus “é a resposta de Deus à nossa sede”. O Santo Padre refletiu sobre o episódio do Evangelho que narra o diálogo entre Jesus e a mulher samaritana, recordando que, ainda hoje, muitas pessoas em todo o mundo procuram essa fonte espiritual.

Citando a jovem Etty Hillesum, o Papa destacou que, por vezes, a fonte interior parece escondida: “Às vezes – escrevia ela no seu diário – consigo alcançá-la, mas frequentemente ela está coberta por pedras e areia: Deus está, então, sepultado. É preciso, por isso, voltar a desenterrá-lo”.

O Pontífice também encorajou os fiéis a aproveitar o tempo da Quaresma para renovar o coração. “Caríssimos, não há energia melhor empregada do que aquela que dedicamos a libertar o coração. Por isso, a Quaresma é um dom: estamos entrando na terceira semana e podemos, portanto, intensificar o caminho!”, afirmou.

Ao recordar o Evangelho, o Papa mencionou ainda a reação dos discípulos ao encontrarem Jesus conversando com a mulher samaritana. Surpreendidos, tiveram dificuldade em compreender o gesto do Mestre. Por isso, Jesus os desafia: “Não dizeis vós: ‘Mais quatro meses e vem a ceifa’? Pois Eu digo-vos: levantai os olhos e vede os campos que estão dourados para a ceifa”. Segundo o Papa, também hoje o Senhor convida a Igreja a “levantar os olhos e reconhecer as surpresas de Deus”.

O Santo Padre ressaltou que Jesus se mostra atento e próximo. De acordo com os costumes da época, Ele poderia simplesmente ignorar a mulher samaritana, mas escolhe dialogar com ela, escutá-la e dar-lhe atenção, sem desprezo nem segundas intenções.

“Quantas pessoas procuram na Igreja esta mesma delicadeza, esta disponibilidade!”, disse o Papa. “E como é belo quando perdemos a noção do tempo para dar atenção àqueles que encontramos, tal como são. Jesus chegava a esquecer-se de comer, de tal modo o alimentava a vontade de Deus chegar a todos em profundidade”.

Nesse encontro, a samaritana torna-se a primeira de muitas evangelizadoras. A partir do seu testemunho, muitos habitantes da sua aldeia – considerados desprezados e rejeitados – vão ao encontro de Jesus, e neles brota a fé como água pura.

Por fim, o Papa convidou os fiéis a pedirem a intercessão de Maria. “Irmãs e irmãos, peçamos hoje a Maria, Mãe da Igreja, para podermos servir, com Jesus e como Jesus, a humanidade sedenta de verdade e justiça”, concluiu. “Não é tempo de confrontos entre um templo e outro, entre o ‘nós’ e os ‘outros’: os adoradores que Deus procura são homens e mulheres de paz, que O adoram em Espírito e verdade”.

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