O Papa Leão XIV afirmou neste domingo (21), durante reflexão sobre o Evangelho de Mateus, correspondente ao XII Domingo do Tempo Comum, que o anúncio da Boa Nova exige mais do que técnicas e estratégias: requer uma experiência pessoal e profunda com Cristo. Segundo o Pontífice, somente um encontro autêntico com Jesus é capaz de sustentar a missão evangelizadora dos discípulos.

Comentando o trecho bíblico, o Papa ressaltou que o estilo de evangelização proposto por Cristo passa necessariamente pela partilha de uma vivência concreta da fé. “Não é possível testemunhar aquilo que não se experimentou pessoalmente”, enfatizou, lembrando que a força do apostolado nasce da ação do Espírito Santo e da autenticidade da resposta de cada cristão.
Leão XIV destacou ainda que fé e vida precisam caminhar juntas. Para ele, o verdadeiro testemunho é fruto de uma relação constante com Deus, fortalecida pela oração e pela contemplação, tornando os cristãos homens e mulheres de fé sólida, capazes de refletir a luz do Evangelho em qualquer ambiente, inclusive onde sua mensagem não é compreendida ou aceita.
O Pontífice também afirmou que a contemplação não é uma prática reservada apenas a santos, monges ou eremitas. Segundo ele, todos os fiéis são chamados a reservar momentos de silêncio e encontro com Deus em meio às atividades do cotidiano.
Ao recordar os desafios enfrentados pelas primeiras comunidades cristãs e citando o Papa Francisco na exortação Evangelii gaudium, Leão XIV incentivou os cristãos a responderem ao ódio com amor, à arrogância com mansidão e ao desânimo com perseverança, especialmente onde o Evangelho encontra resistência.
Encerrando sua reflexão, o Papa reforçou que a missão cristã depende de uma relação intensa com Cristo, única fonte capaz de sustentar a esperança diante das dificuldades.
“É necessário que aprofundemos as raízes de nossa fé e de nossa missão em um relacionamento intenso com Ele. Isso nos dá a força para não desistirmos e continuarmos a transmitir a todos, em todas as circunstâncias, sua mensagem de esperança, de amor e de paz. O mundo precisa muito disso”, concluiu.
*Com informações e imagem do Vatican News
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