40 anos de jornalismo: das teclas da máquina de escrever à velocidade do mundo digital
Julho de 2026 tem um significado muito especial para mim. É o mês em que celebro 40 anos ininterruptos de atividade jornalística. Mais do que uma marca profissional, trata-se da celebração de uma vocação que abracei ainda jovem e que, pela graça de Deus, transformou-se em missão de vida. Foi por meio do jornalismo que desenvolvi os talentos que Ele me concedeu, construí minha história profissional, garanti o sustento da minha família e procurei, todos os dias, servir à sociedade por meio da informação.

Minha trajetória começou em julho de 1986, no Jornal da Paraíba, onde ingressei como repórter quando ainda era estudante de Jornalismo do 1º Período, na então FURNE, hoje UEPB. Eram tempos em que o som da linotipo, o ritmo das máquinas de escrever e o cheiro da tinta das rotativas faziam parte da alma das redações. O jornal era produzido em outro ritmo, com outra dinâmica e com um encantamento que permanece vivo na memória de quem teve o privilégio de viver aquela época.

Ao longo dessas quatro décadas, acompanhei uma das maiores transformações da história da comunicação. Vivi a modernização da impressão em offset, participei da chegada dos computadores às redações, testemunhei o nascimento do webjornalismo e assisti à internet revolucionar completamente a forma de produzir, distribuir e consumir notícias. Hoje, atuo no jornalismo digital como fundador, editor e diretor do portal BOA NOTÍCIA PB, projeto que, há seis anos, renova diariamente meu compromisso com uma informação que faz bem: séria, responsável, ética e de interesse público.
Minha caminhada, porém, não se limitou ao jornal impresso. O jornalismo me levou também ao rádio, onde aprendi a força da palavra e da notícia em tempo real. Passei pela assessoria de imprensa nas áreas política, institucional, empresarial, sindical e religiosa, atuando na Prefeitura de Campina Grande, na Câmara Municipal de Campina Grande, na Assembleia Legislativa da Paraíba e no Governo da Paraíba. Também vivenciei o marketing político-eleitoral na Agência Mix, experiência que ampliou minha visão sobre estratégia, comunicação, opinião pública e comportamento do eleitor. Em cada uma dessas etapas, tive o privilégio de aprender com grandes profissionais. Colegas de ontem e de hoje contribuíram para minha formação, compartilharam experiências, ensinaram pelo exemplo e ajudaram a moldar o jornalista que continuo procurando ser

Nesses 40 anos, mudaram as tecnologias, as plataformas, a velocidade da informação e o comportamento do público. O que não mudou — e jamais poderá mudar — é a essência do bom jornalismo: o compromisso com a verdade, a ética, a credibilidade, a responsabilidade social e o respeito aos fatos. Em tempos de desinformação, fake news e notícias produzidas em segundos, esses valores tornaram-se ainda mais indispensáveis.

Quando olho para minha história profissional, não vejo apenas uma carreira. Vejo inúmeras entrevistas realizadas, reportagens publicadas, madrugadas de fechamento, coberturas marcantes, desafios vencidos, amizades construídas e um aprendizado permanente. Vejo uma história escrita diariamente com humildade, dedicação, perseverança e amor pela profissão.
Se cheguei até aqui, devo isso, antes de tudo, repito: à graça de Deus, autor, dono e sustentador da minha vida, que guiou cada passo dessa caminhada. Minha gratidão se estende aos meus pais, que me ensinaram e ainda me ensinam valores que carrego até hoje; à minha esposa e aos meus filhos, que sempre compreenderam as exigências da profissão e estão ao meu lado em todos os momentos.
Celebrar 40 anos de jornalismo é festejar uma vida dedicada a contar histórias, registrar acontecimentos e testemunhar as profundas transformações da comunicação. É renovar a convicção de que informar continua sendo uma das mais nobres missões de quem acredita que uma sociedade bem informada é também uma sociedade mais livre, consciente e democrática.

Enquanto Deus me conceder saúde, lucidez e disposição, seguirei fazendo aquilo que sonhei e aprendi a amar muito antes daquele inesquecível mês de julho de 1986. Ainda adolescente, nas aulas de Português e Redação do Colégio Estadual da Prata, o inesquecível “Gigantão”, descobri que o jornalismo seria muito mais do que uma profissão. Desde então, procuro exercer essa missão com paixão, vocação, responsabilidade, independência, ética e gratidão. Afinal, as tecnologias mudam, os meios de comunicação evoluem e as redações se transformam, mas a essência do verdadeiro jornalista permanece a mesma: servir à sociedade com a verdade, dar voz aos que precisam ser ouvidos e fazer da informação um instrumento de cidadania.
Quarenta anos depois, olhando para trás, compreendo, hoje, que não escolhi apenas uma profissão para ganhar dinheiro. Escolhi um propósito. Atendi a um chamado.
Muito Obrigado, JESUS!
*Por: VANILDO SILVA
*BOA NOTÍCIA PB, A INFORMAÇÃO QUE FAZ BEM!