A INFORMAÇÃO QUE FAZ BEM

A mídia tradicional está com os dias contados?

A comunicação política está passando por uma transformação que pode redefinir o futuro do jornalismo, da imprensa e da relação entre governantes e sociedade. O crescimento das redes sociais, a mobilização digital e o contato direto com a população estão mudando a maneira como a informação circula e como as disputas políticas são construídas.

Em editorial publicado neste domingo (8), o portal Brasil 247 analisa a estratégia de comunicação adotada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo deputado federal André Janones, destacando o papel das redes sociais e da mobilização popular na campanha eleitoral. O texto também levanta uma reflexão sobre o espaço da mídia tradicional diante de um cenário em que milhões de pessoas recebem, compartilham e discutem informações diretamente pelas plataformas digitais.

O editorial aponta que o desafio agora é levar essa comunicação direta para além das campanhas eleitorais, transformando-a em uma ferramenta permanente de diálogo entre governo e população.

Afinal, estamos diante de uma mudança definitiva na comunicação ou de uma nova configuração em que a imprensa tradicional e as plataformas digitais precisarão coexistir?

Confira, a seguir, a íntegra do editorial deste domingo(08) do Brasil 247.

Lula e Janones: o grande acerto da comunicação direta com o povo

As mídias tradicionais continuam relevantes, mas já não são há muito o único canal.

A política brasileira se decide cada vez mais no celular e nas ruas. As duas coisas são uma só: o que nasce na rede vira mobilização, e a mobilização volta à rede.

O essencial dessa comunicação, o fator decisivo para a estonteante virada na última campanha eleitoral, foi Lula. Seu espírito, sua história e seus valores são o que deram sentido e credibilidade a tudo. Sem o líder que saiu da fábrica, passou pela prisão política e voltou para reconstruir o país, não haveria movimento algum.

Foi isso que o Brasil quis expressar. A maioria do país se uniu num movimento único contra o retorno do bolsonarismo, projeto que levou Jair Bolsonaro à condenação por tentativa de derrubar o Estado democrático pela violência. A comunicação direta deu a esse desejo uma forma, uma voz e um objetivo.

A campanha de Lula chegou a ser duramente criticada por não conseguir, no primeiro turno, se adaptar à dinâmica das redes. O bolsonarismo e suas notícias falsas dominavam o ambiente digital. A virada veio com organização popular.

Janones ensinou às massas que ansiavam por uma ordem unida em torno de um objetivo. Mostrou como engajar os conteúdos ligados a Lula nas redes e pediu a quem já estava lá que trouxesse mais gente. Distribuiu conteúdos e orientações para que os apoiadores compartilhassem publicações e participassem de ações coordenadas. Propôs metas comuns, e a tarefa comum é o que transforma espectador em militante.

O Exército do Lula chegou a mais de 10 milhões de usuários no WhatsApp. Esse fermento produziu uma campanha que maravilhou o mundo.

Lula fez a sua parte. Multidões de anônimos e famosos aderiram à mobilização compartilhando fotos com a camisa da seleção brasileira, retomando um símbolo que a extrema-direita tentou sequestrar. Um rastilho incendiou o país, provando a força do movimento de vitória pública, cívica, sobre a timidez e o medo.

Lula reconheceu o aliado: agradeceu a Janones e o chamou de “nosso general”.

O começo do novo mandato, que ainda nem se iniciou, já sinaliza uma mudança promissora. A “Live da Vitória”, transmitida por Lula e Janones na noite de 5 de novembro, passou de 3 milhões de visualizações. Foi a prova de que a energia da campanha não se dissipou com a apuração.

Na própria live, Lula convidou Janones a acompanhá-lo na COP-31 e nas Filipinas para fazer novas transmissões. O método que ganhou a eleição vai, assim, acompanhar o presidente também no cenário internacional. Na Avenida Paulista, Lula já havia pedido que a rede de apoiadores continuasse mobilizada durante o mandato.

Agora vem a decisão que importa. Esse método não pode ficar restrito à campanha.

Lula chega ao quarto mandato com a chance e o compromisso repetido de, mais do que nunca, governar com o povo, e não apenas falar a ele.

Isso exige pôr a comunicação direta no centro dinâmico do governo: o presidente diariamente nas redes, programas explicados em linguagem simples, respostas rápidas à manipulação e mudanças chegando de fato à prática.

É a chave para uma virada necessária na avaliação do governo e do presidente. Já em 2022, Janones defendia uma estratégia de redes para todo o governo, sem abandonar a comunicação institucional, mas modernizando as duas.

As mídias tradicionais continuam relevantes, mas já não são há muito o único canal. Um governo que conversa todos os dias com milhões de brasileiros, e também os escuta, mantém viva a base que derrotou o bolsonarismo. Sem negar o PT, sua direção, nem outros partidos, Lula e Janones já provaram que isso funciona, e o desafio agora é incorporar o acerto, mostrando como as ações do governo impactam de fato a vida das pessoas.

*Da Redação com o Portal BRASIL 247

***BOA NOTÍCIA PB, A INFORMAÇÃO QUE FAZ BEM!