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Acordo histórico UE–Mercosul pode impulsionar exportações brasileiras em até US$ 7 bilhões

A União Europeia e o Mercosul devem formalizar, no próximo dia 17, o maior acordo comercial entre blocos do mundo, em um movimento considerado histórico e estratégico para a economia brasileira. Segundo a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), o pacto pode elevar as exportações do Brasil em até US$ 7 bilhões.

Apesar da assinatura, o acordo ainda precisa passar por aprovação no Congresso Nacional. O governo federal trabalha para que a votação ocorra ainda no primeiro semestre, o que permitiria a entrada em vigor do pacto no Brasil mesmo sem a ratificação imediata dos demais países do Mercosul.

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, destacou que a União Europeia é o segundo maior parceiro comercial do Brasil e que, em 2025, a corrente de comércio entre as partes alcançou US$ 100 bilhões. Para ele, o acordo reforça o multilateralismo em um cenário global marcado por instabilidade e disputas comerciais.

A ApexBrasil aponta que o pacto prevê redução imediata de tarifas para produtos industriais estratégicos, como máquinas, autopeças e aviões, além de cortes graduais em tarifas de commodities como carne bovina, aves e etanol, que devem ser zeradas em até dez anos. Especialistas avaliam que, embora os efeitos mais amplos ocorram no longo prazo, a assinatura do acordo já representa um marco após mais de duas décadas de negociações.