A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão imediata, em todo o território nacional, de todos os medicamentos que contenham a substância clobutinol, princípio ativo presente em xaropes e remédios usados no tratamento da tosse seca e irritativa. A medida foi publicada nesta segunda-feira (27) no Diário Oficial da União e já está em vigor, proibindo fabricação, importação, distribuição, comercialização, manipulação, propaganda e uso dos produtos atingidos.
A decisão foi tomada após parecer técnico da Gerência de Farmacovigilância da Anvisa apontar que o clobutinol oferece riscos considerados graves à saúde. Segundo o órgão, a substância pode provocar arritmias cardíacas severas por meio do prolongamento do intervalo QT, uma alteração na atividade elétrica do coração que aumenta o risco de desmaios, complicações súbitas e até morte.
Na prática, a resolução retira completamente do mercado brasileiro qualquer medicamento que utilize esse componente, independentemente do fabricante ou da apresentação comercial. O clobutinol era amplamente utilizado em antitussígenos, principalmente em xaropes receitados para aliviar crises de tosse, irritação na garganta e sintomas respiratórios sem presença de catarro.
A Anvisa reforça que pacientes que ainda façam uso de medicamentos com essa substância devem interromper o tratamento imediatamente e procurar orientação médica para a substituição por alternativas seguras. A agência concluiu que os riscos associados ao clobutinol superam os benefícios terapêuticos oferecidos pelo princípio ativo.

Entre os medicamentos mais conhecidos que utilizavam a substância clobutinol está o Hytós Plus, xarope bastante usado para o alívio da tosse seca, além de versões genéricas comercializadas apenas como cloridrato de clobutinol.
Como muitos consumidores não conhecem o nome do princípio ativo presente na fórmula, a recomendação é verificar a composição descrita na bula ou na embalagem do medicamento. Caso conste “clobutinol” ou “cloridrato de clobutinol”, o uso deve ser suspenso imediatamente e o paciente deve buscar acompanhamento médico para substituição adequada do tratamento.
*BOA NOTÍCIA PB, A INFORMAÇÃO QUE FAZ BEM