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Brasil, China e Rússia condenam ataques ao Irã e expõem divisão no Brics

Os ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra o Irã, seguidos por retaliações do regime de Teerã, provocaram reações distintas entre os países do Brics e evidenciaram fissuras internas no bloco.

Brasil, China e Rússia condenaram oficialmente a ofensiva contra o território iraniano. O governo brasileiro divulgou nota criticando a ação militar e defendendo que a solução para o conflito deve ocorrer por meio do diálogo e da negociação diplomática. Em manifestação posterior, o Itamaraty também condenou os ataques retaliatórios do Irã contra países do Golfo, ressaltando a necessidade de respeito ao direito internacional e à soberania dos Estados.

A Rússia classificou a ofensiva como violação do direito internacional, enquanto a China afirmou que a ação compromete a estabilidade regional e fere a soberania iraniana.

Por outro lado, integrantes do bloco como Índia, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos adotaram posicionamentos mais cautelosos. Esses países evitaram condenar diretamente os ataques de Estados Unidos e Israel e criticaram, sobretudo, as ações militares do Irã contra bases e territórios no Golfo.

Nos bastidores diplomáticos, a avaliação é de que não há previsão de uma posição conjunta do Brics sobre a crise. Diferentemente de episódios anteriores, quando o grupo divulgou nota unificada, o atual cenário — que envolve interesses estratégicos distintos e atinge inclusive membros do próprio bloco — dificulta um consenso.

Especialistas apontam que o episódio evidencia os limites da coordenação política entre os países do Brics, cuja ampliação recente aumentou a representatividade global do grupo, mas também ampliou suas divergências geopolíticas.

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