Pesquisadores do Google DeepMind anunciaram o AlphaGenome, uma ferramenta de inteligência artificial capaz de transformar a compreensão das causas genéticas de doenças. O modelo consegue analisar trechos contínuos de DNA com até um milhão de pares de bases, um avanço mil vezes maior que o de sistemas anteriores, permitindo prever com alta precisão como mutações podem desregular genes e provocar enfermidades.
Descrito em estudo publicado na revista Nature, o AlphaGenome foi treinado com grandes bancos de dados genômicos de humanos e camundongos. Seu diferencial está em interpretar longos contextos do genoma, inclusive regiões fora dos 2% que codificam proteínas — tradicionalmente chamadas de “DNA lixo”, mas essenciais na regulação genética.
Em testes, o modelo demonstrou alto desempenho ao prever o impacto de mutações no gene TAL1, associado à leucemia, superando ou igualando os melhores sistemas existentes em 25 de 26 benchmarks. Segundo o geneticista Žiga Avsec, do DeepMind, “às vezes parece mágica”.
A ferramenta já está disponível para a comunidade científica e pode acelerar a descoberta de alvos terapêuticos e o estudo de doenças raras. No entanto, o próprio Google reconhece limitações: o modelo ainda tem dificuldades com variantes muito distantes dos genes, não pode ser usado para diagnósticos personalizados e não explica, sozinho, doenças complexas que envolvem fatores ambientais e de desenvolvimento.
Mesmo assim, o AlphaGenome é visto como uma base poderosa para novas pesquisas e aplicações na genômica moderna.
*Da Redação do BOA NOTÍCIA PB com in formações e imagem do OLHAR DIGITAL
*BOA NOTÍCIA PB, A INFORMAÇÃO QUE FAZ BEM!