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Inclusão brilha na passarela e transforma desfile do “Campina Feita à Mão” em espetáculo de diversidade

A diversidade e a inclusão foram as grandes protagonistas do desfile do projeto Campina Feita à Mão, realizado na Pirâmide do Parque do Povo. Com a participação de pessoas com deficiência, idosos, modelos plus size e representantes de diferentes segmentos da sociedade, o evento emocionou o público e reforçou a importância da acessibilidade em um dos maiores palcos culturais do Nordeste.

Entre os modelos que desfilaram estavam pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), deficiência visual, Síndrome de Down, deficiência motora e idosos, demonstrando que a moda pode ser também uma ferramenta de inclusão, valorização e representatividade.

Para garantir a participação de todos com segurança e conforto, a Arte Produções preparou uma estrutura totalmente acessível para a realização do evento, assegurando as condições necessárias para que os participantes brilhassem na passarela.

A coordenadora de Arte da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), Iraquitania Alves, destacou a importância de iniciativas que ampliam a visibilidade das pessoas com deficiência.

“O nosso trabalho é justamente buscar espaços para mostrar à sociedade que as pessoas com deficiência são capazes e têm muitas potencialidades. A arte e a dança têm desempenhado um papel fundamental nesse processo. Participar de eventos como este fortalece a inclusão, amplia a conscientização sobre a acessibilidade e reforça a importância de garantir cada vez mais oportunidades para todos”, afirmou.

Entre os destaques da noite esteve Talita Alves Bezerra, professora de dança e educação física da APAE, que tem Síndrome de Down e participou do desfile pela segunda vez.

“Estou muito feliz por participar. Gostei bastante da produção e da roupa que vou usar. Já participei de outros desfiles e estou animada para entrar na passarela novamente. Espero estar aqui no próximo ano e continuar vivendo essa experiência tão especial”, declarou.

Segundo um dos coordenadores do desfile, Ângelo Rafael, a inclusão social foi um dos pilares da edição deste ano.

“Toda essa experiência chega à passarela com 51 modelos diferentes. O desfile reúne pessoas do espectro autista, pessoas com síndrome de Down, deficientes visuais, idosos, modelos plus size e modelos negros. É um evento que celebra a diversidade e a comunidade”, ressaltou.

Além da proposta inclusiva, o evento atraiu um grande público, que lotou a Pirâmide do Parque do Povo para acompanhar o espetáculo. A programação contou ainda com participações especiais da cantora campinense Agnes Nunes, da DJ Kali, apresentações de ballet e muito forró, tornando a noite ainda mais especial.

Ao todo, 51 modelos representaram os 30 artesãos selecionados para a edição 2026 do projeto. As peças exibidas na passarela foram produzidas com técnicas como crochê, bordado, couro, macramê e patchwork, valorizando o talento dos artesãos locais e a riqueza da cultura nordestina.

Mais do que um desfile de moda, o Campina Feita à Mão consolidou-se como um espaço de valorização da arte, do artesanato e da inclusão social, mostrando que a diversidade tem lugar de destaque no Maior São João do Mundo.

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