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João Azevêdo amplia cooperação com o Banco Mundial e acelera projetos de água, saneamento e desenvolvimento rural na Paraíba

O governador João Azevêdo recebeu, na manhã desta quinta-feira (12), na Granja Santana, em João Pessoa, a comitiva do Banco Mundial. Durante o encontro, foram apresentados ao novo diretor da instituição para a América Latina e Caribe, Benoit Bosquet, os principais projetos desenvolvidos pelo Governo da Paraíba em parceria com o organismo internacional, com foco em segurança hídrica, saneamento e fortalecimento da agricultura familiar.

Entre as iniciativas destacadas estão o programa PB Rural Sustentável e ações de readequação do sistema de esgotamento sanitário da capital paraibana. As iniciativas fazem parte de um conjunto de investimentos voltados para ampliar o acesso à água, melhorar a infraestrutura sanitária e promover o desenvolvimento sustentável em diferentes regiões do estado.

Durante a reunião, o governador ressaltou a importância da cooperação com o Banco Mundial para impulsionar políticas públicas voltadas à melhoria da qualidade de vida da população. Segundo ele, a parceria tem contribuído para reduzir desigualdades históricas, principalmente em regiões como o Sertão e o Cariri paraibano.

“O trabalho conjunto com o Banco Mundial tem sido fundamental para avançarmos em projetos que levam dignidade e oportunidades à população, especialmente nas áreas que mais precisam. A segurança hídrica e a inclusão produtiva do homem do campo continuam sendo prioridades do nosso governo”, afirmou João Azevêdo.

O gestor também destacou a solidez fiscal do estado e a capacidade de investimento em áreas essenciais como educação e saúde, além do ambiente favorável aos negócios que tem atraído novos empreendimentos privados. Como exemplo, citou o Polo Turístico Cabo Branco, que reúne cerca de 14 mil leitos em construção, com investimentos estimados em mais de R$ 3 bilhões e previsão de geração de aproximadamente 20 mil empregos quando estiver totalmente em operação.

A secretária de Estado da Infraestrutura e dos Recursos Hídricos, Virgiane Melo, destacou que a expertise técnica do Banco Mundial tem contribuído para avanços significativos na gestão e na infraestrutura hídrica da Paraíba. Segundo ela, o Projeto de Segurança Hídrica (PHS) possui duas frentes principais: o fortalecimento da gestão dos recursos hídricos, conduzido pela Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba, e a execução de obras estruturantes, como o sistema adutor conhecido como Ramal Cariri.

Outro projeto relevante apresentado foi a readequação do sistema de esgotamento sanitário de João Pessoa, que prevê a conclusão de um novo emissário ainda neste mês. A estrutura será responsável por coletar o esgoto da região litorânea e direcioná-lo para a estação de tratamento em implantação dentro da segunda etapa do Projeto de Segurança Hídrica.

O diretor do Banco Mundial para América Latina e Caribe, Benoit Bosquet, agradeceu a recepção e destacou os resultados alcançados pela parceria com o governo paraibano. Ele ressaltou que as iniciativas voltadas à segurança hídrica e ao desenvolvimento rural já apresentam impactos positivos para o estado e elogiou o diálogo da gestão estadual com a iniciativa privada, que tem possibilitado a realização de projetos estratégicos.

Durante a agenda, o presidente da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba, Porfírio Catão, também apresentou o processo de reestruturação administrativa do órgão, realizado em 2024, que ampliou a capacidade de atendimento às demandas relacionadas à gestão dos recursos hídricos.

Já o presidente da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba, Marcus Vinícius Neves, ressaltou que as parcerias com o Banco Mundial têm sido fundamentais para modernizar os serviços prestados pela companhia. Um dos resultados citados foi o Programa de Redução de Perdas, que colocou a Cagepa entre as empresas com melhor desempenho no combate ao desperdício de água nas regiões Norte e Nordeste.

O coordenador do Programa Cooperar, Omar Gama, também destacou os impactos sociais das iniciativas desenvolvidas com apoio do Banco Mundial. Entre os resultados, ele mencionou a construção de cerca de 250 passagens molhadas em comunidades rurais, garantindo mobilidade em períodos chuvosos, além da implantação de tecnologias sociais voltadas à segurança alimentar de centenas de famílias.

A comitiva do Banco Mundial contou ainda com a presença de David Michaud, gerente para Recursos Hídricos na América Latina e Caribe; Leonardo Bichara, gerente de projetos e economista agrícola sênior; Alfonso Alvestegui, especialista sênior em recursos hídricos e saneamento rural; e Paula Oliveira, especialista sênior em recursos hídricos.

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