Oportuna a leitura do artigo de Ricardo Noblat: “Lembrai-vos da eleição presidencial de 2014, a segunda mais apertada”
Em um cenário político marcado por disputas acirradas e profundas divergências, revisitar eleições passadas é fundamental para compreender os caminhos da democracia brasileira e os desafios que cercam as disputas pelo poder. Em artigo publicado no portal Metrópoles, o jornalista Ricardo Noblat resgata a eleição presidencial de 2014, uma das mais disputadas da história recente do país, e convida o leitor a refletir sobre os acontecimentos e as lições daquele pleito. Uma leitura oportuna para quem deseja compreender melhor o presente à luz da história política brasileira. Confira, abaixo, o artigo na íntegra
“Em um cenário político marcado por disputas acirradas e profundas divergências, revisitar eleições passadas é fundamental para compreender os caminhos da democracia brasileira e os desafios que cercam as disputas pelo poder.
Em artigo publicado no portal Metrópoles, sexta-feira(09), o jornalista Ricardo Noblat resgata a eleição presidencial de 2014, uma das mais disputadas da história recente do país, e convida o leitor a refletir sobre os acontecimentos e as lições daquele pleito.
Uma leitura oportuna para quem deseja compreender melhor o presente à luz da história política brasileira. Confira o artigo na íntegra, abaixo:
“Sabe por que Lula ficou atrás de Flávio Bolsonaro no primeiro turno? Porque teve menos votos do que ele, simples assim. Sabe o que ele terá de fazer para derrotar Flávio? Simples: ser mais votado do que Flávio no segundo turno. Toda eleição em uma democracia se resume a isso.
Em regimes autoritários é diferente: se necessário, as regras são alteradas para beneficiar o mandachuva. Foi assim no Brasil entre 1964 e 1985. É assim na Nicarágua, em Cuba e na Rússia. Deixou de ser assim recentemente na Hungria de Viktor Orbán, por sinal dileto amigo do clã Bolsonaro.
Se dependesse de Donald Trump, assim seria nos Estados Unidos, onde ele oferece um bônus de 5 mil dólares aos americanos se o Partido Republicano vencer as eleições de novembro próximo. Até hoje, Trump não reconhece os resultados da eleição que perdeu para o democrata Joe Biden em novembro de 2020. Diz que foi roubado.
Aqui, Jair Bolsonaro também não reconheceu os resultados da eleição que perdeu para Lula em 2022. Trump tentou dar um golpe por lá, mas nunca foi preso. Bolsonaro foi condenado e preso porque tentou o mesmo aqui. Para não continuar preso, Bolsonaro escalou Flávio para ser candidato a presidente e, se eleito, suspender sua pena.
Na primeira pesquisa Datafolha do segundo turno, divulgada ontem à noite, Flávio apareceu com 52% das intenções de votos válidos, contra 48% de Lula. Dada a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, isso configura um empate técnico. A campanha de Lula esperava uma diferença maior a favor de Flávio e, por isso, comemorou. A de Flávio também.
Por enquanto, essa é uma eleição aberta, sem vencedor definido, a 17 dias do seu final. No primeiro turno, Flávio teve 2.224.965 votos a mais do que Lula. Agora, segundo o Datafolha, estaria, em números redondos, com uma vantagem de 3.529.000 votos. Seu pai, há quatro anos, perdeu para Lula por uma diferença de 2.139.645 votos.
A de 2022 foi a eleição mais apertada da história do Brasil. A segunda mais apertada foi a de 2014, travada no segundo turno por Dilma Rousseff e Aécio Neves. Na primeira pesquisa de intenção de voto, Aécio saiu na frente e assim se manteve por um bom tempo. Dilma acabou vencendo com 51,64% dos votos válidos”.
*Reproduzido do Portal Metropoles
***BOA NOTÍCIA PB, A INFORMAÇÃO QUE FAZ B EM!