Há 119 anos, a chegada do trem transformava a história de Campina Grande. Implantada em 1907, a ferrovia representou um marco para o desenvolvimento econômico, urbano e social do município, ampliando as possibilidades de comércio e contribuindo para consolidar a cidade como um dos principais centros econômicos do interior nordestino.
A chegada dos trilhos teve papel importante especialmente no fortalecimento do ciclo do algodão. Com o transporte ferroviário, a produção passou a ter maior integração com outras regiões e mercados, impulsionando o comércio e contribuindo para um período de crescimento que modificou a paisagem urbana e fortaleceu a posição de Campina Grande como importante centro comercial.

Parte dessa história permanece viva na antiga Estação Velha, onde funciona o Museu do Algodão, espaço dedicado à preservação da memória ferroviária e algodoeira da cidade. O acervo reúne documentos, objetos, maquinários e peças que ajudam a contar a trajetória desse período, incluindo a tradicional locomotiva Maria Fumaça.
Administrado pela Prefeitura de Campina Grande, por meio da Secretaria de Cultura (Secult), o Museu do Algodão recebe estudantes, pesquisadores, turistas e visitantes interessados em conhecer um dos capítulos mais importantes da trajetória da Rainha da Borborema.
“Visitar o Museu do Algodão é uma oportunidade de conhecer de perto uma parte fundamental da história de Campina Grande. O acervo permite compreender a importância que a ferrovia e o algodão tiveram para o crescimento da cidade e para a formação da identidade econômica e cultural que conhecemos hoje”, destacou a historiadora e gerente do Museu do Algodão, Betânia Andrade.
A importância de preservar essa memória também é destacada pelas novas gerações. Durante uma visita realizada na programação do evento Primavera dos Museus, a estudante de História da UEPB Jenifer Jenuino ressaltou o papel dos espaços históricos na aproximação dos jovens com o passado da cidade.
“As visitas a museus e a espaços históricos são extremamente importantes para as novas gerações, principalmente porque muitas pessoas nunca tiveram contato com essas estruturas e com essa história. Trazer os alunos, aproximar novos públicos e também os turistas desses espaços proporciona uma experiência muito rica, que amplia o conhecimento e agrega muito à vida dessas pessoas. É uma forma de conhecer, vivenciar e valorizar o nosso patrimônio”, afirmou.
Ao completar 119 anos da chegada do trem, Campina Grande mantém viva a memória de um período que ajudou a definir sua identidade e seu desenvolvimento. Hoje, espaços como o Museu do Algodão permitem que novas gerações conheçam a história dos trilhos, do algodão, do comércio e do trabalho que marcaram a construção da cidade.
Visitação
A visitação ao Museu do Algodão é gratuita. O espaço funciona de terça a sexta-feira, das 8h às 16h, e aos sábados, das 9h às 13h.
***BOA NOTÍCIA PB, A INFORMAÇÃO QUE FAZ BEM!