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Papa Leão emociona Vaticano ao ordenar sacerdotes e defender Igreja aberta para todos

Em uma celebração marcada por emoção, espiritualidade e forte chamado missionário, o Papa Leão presidiu neste IV Domingo de Páscoa — tradicionalmente conhecido como Domingo do Bom Pastor — a Santa Missa com ordenações sacerdotais na Basílica de São Pedro, no Vaticano. Durante a cerimônia, o Pontífice ordenou novos sacerdotes e aproveitou a homilia para defender uma Igreja aberta, acolhedora e sem barreiras, capaz de alcançar todos os que buscam esperança, cuidado e fé.

Logo no início da celebração, também alusiva ao 63º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, o Santo Padre resumiu o espírito da solenidade com uma frase que arrancou aplausos dos fiéis: “Este é um domingo cheio de vida!”. Inspirado no Evangelho do Bom Pastor, Papa Leão recordou a promessa de Cristo de oferecer vida em abundância, mesmo em meio às dores, incertezas e desafios do mundo atual.

A reflexão foi dirigida especialmente aos recém-ordenados, a quem o Pontífice confiou orientações que chamou de “segredos” para a vida sacerdotal. O primeiro deles foi a comunhão profunda com Cristo. Segundo o Papa, quanto mais o sacerdote estiver unido a Jesus, mais será capaz de pertencer verdadeiramente à humanidade, compreendendo suas dores, necessidades e esperanças.

Leão destacou que o sacerdócio exige um amor amadurecido, renovado diariamente e vivido com liberdade interior. Comparando esse chamado ao cuidado constante presente no amor dos cônjuges, afirmou que o celibato pelo Reino de Deus também precisa ser alimentado por entrega sincera, tornando o sacerdote não apenas um homem de altar, mas um cidadão honesto, disponível e construtor da paz social.

Em um dos momentos mais fortes da homilia, Papa Leão alertou que os novos padres não podem permitir que o medo os paralise diante das durezas do tempo presente. “A denúncia não deve se tornar renúncia”, enfatizou. Para o Pontífice, ainda que o mundo esteja cercado por inseguranças, comunidades fechadas e busca por culpados, o sacerdote deve permanecer firme, pois sua segurança não está no cargo que ocupa, mas em Cristo ressuscitado.

O Santo Padre também insistiu que os ministros ordenados precisam estar próximos das dores humanas e atentos à realidade de quem sofre. Ao recordar a imagem bíblica de Jesus como “a porta das ovelhas”, Leão explicou que a missão sacerdotal não é erguer filtros ou impedimentos, mas facilitar a entrada das pessoas no mistério da fé e no acolhimento da Igreja.

Foi nesse contexto que o Papa fez uma das exortações mais contundentes da missa: “Mantenham a porta aberta!”. Dirigindo-se diretamente aos novos sacerdotes, afirmou que eles devem ser canais da graça e não obstáculos para aqueles que desejam se aproximar de Deus. “Vocês são de todos e para todos”, reforçou, ao pedir uma atuação marcada por paciência, ternura, escuta e disponibilidade missionária.

Segundo Leão, a Igreja não existe para se fechar em seus próprios grupos, movimentos ou estruturas internas, mas para sair ao encontro da humanidade ferida, especialmente daqueles que se sentem perdidos, sem direção e sem abrigo espiritual. Por isso, convocou os novos padres a conhecerem as culturas, as pessoas e as realidades do mundo, permitindo-se surpreender pela ação silenciosa de Deus onde menos se espera.

A celebração, acompanhada por milhares de fiéis e transmitida para diversos países, foi encerrada em clima de forte comoção. Ao enviar os novos sacerdotes em missão, Papa Leão deixou uma mensagem final de esperança: em tempos de confusão e medo, não há testemunho mais precioso do que o de quem confia inteiramente em Jesus e mantém a Igreja aberta para todos.

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