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Papa Leão XIV condena pena de morte após EUA anunciarem fuzilamento de condenado em dezembro

O Papa Leão XIV voltou a condenar a pena de morte neste sábado (10), por ocasião do Dia Mundial contra a Pena de Morte, reafirmando a defesa da dignidade humana e destacando que a justiça e a proteção da sociedade podem ser garantidas sem recorrer à pena capital. A manifestação ocorre em meio à repercussão do anúncio de uma execução por fuzilamento nos Estados Unidos, prevista para dezembro.

Em publicação em sua conta oficial na rede social X, o Pontífice ressaltou que os sistemas de detenção existentes permitem proteger os cidadãos sem eliminar completamente a possibilidade de recuperação e redenção daqueles que cometeram crimes.

“A pena de morte é inadmissível porque atenta contra a inviolabilidade e a dignidade da pessoa”, afirmou Leão XIV. O Papa acrescentou que as exigências da justiça podem ser atendidas sem recorrer à pena capital e defendeu que os condenados tenham a possibilidade de se redimir.

Execução anunciada nos Estados Unidos

A manifestação do Papa ocorre após o anúncio de que Nidal Hasan, condenado pelo massacre de Fort Hood, no Texas, em 2009, deverá ser executado por fuzilamento em 3 de dezembro. Segundo as informações divulgadas, a execução também deverá ser transmitida ao vivo, o que provocou críticas de representantes da Igreja Católica.

O secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, manifestou-se contra a transformação de uma execução em espetáculo. Bispos dos Estados Unidos também voltaram a expressar oposição à pena de morte e a questionar a divulgação pública do procedimento.

O caso reacendeu o debate sobre a aplicação da pena capital e os limites éticos da punição estatal, especialmente diante da possibilidade de transmissão da execução.

Papa defende dignidade humana mesmo após crimes graves

Leão XIV já havia se manifestado em outras ocasiões contra a pena de morte. Em abril, em mensagem à DePaul University, em Chicago, recordou que a Igreja Católica defende a vida humana desde a concepção até a morte natural e destacou que a dignidade de uma pessoa não desaparece mesmo após a prática de crimes gravíssimos.

Naquele mesmo mês, durante a viagem de retorno da África, o Pontífice reiterou que a vida de todas as pessoas deve ser respeitada e protegida, condenando decisões que resultem na retirada injusta da vida humana.

Em maio, ao receber participantes de uma conferência sobre o combate ao crime organizado, Leão XIV afirmou que a verdadeira justiça não deve se limitar à punição, mas também favorecer a reeducação e a reinserção dos infratores na sociedade. Para o Papa, o respeito à dignidade humana é incompatível com a pena de morte, a tortura e outras formas de punição cruel ou degradante.

Em janeiro, diante do Corpo Diplomático acreditado junto à Santa Sé, o Pontífice já havia defendido a abolição da pena capital, considerando que ela elimina a possibilidade de perdão e renovação.

A posição reiterada por Leão XIV reforça a defesa da Igreja Católica pela abolição da pena de morte e pela preservação da dignidade humana, inclusive nos casos de condenados por crimes de extrema gravidade.

*Da Redação com informações e imagem do Portal Vatican News.

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