A trajetória do jurista Alexandre Morais da Rosa é marcada por dedicação aos estudos, resiliência e excelência profissional. Diagnosticado com autismo nível 1 aos 47 anos, ele foi nomeado, em novembro de 2025, desembargador do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), consolidando uma carreira construída com mérito e compromisso com a Justiça.

Natural de Florianópolis e formado em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em 1997, Alexandre sempre teve forte ligação com os estudos. Aos 24 anos, conquistou o 1º lugar no concurso para juiz estadual. Atuou na Vara da Infância e Juventude, destacou-se na produção acadêmica e lecionou na universidade onde se formou.
Entre 2022 e 2023, foi juiz auxiliar do ministro Gilmar Mendes, no Supremo Tribunal Federal (STF), contribuindo em julgamentos de grande relevância nacional.
O diagnóstico tardio trouxe autoconhecimento e novas estratégias para lidar com desafios profissionais e interpessoais. Na infância e adolescência, enfrentou isolamento e dificuldades de socialização, características que só mais tarde foram compreendidas. Segundo ele, entender sua condição permitiu reconhecer limites e potencialidades, transformando diferenças em fortalezas.
No tribunal, precisou adaptar-se ao trabalho colegiado, desenvolvendo ainda mais o diálogo e a escuta. Hoje, utiliza o cordão de identificação do autismo como símbolo de representatividade e enfrentamento ao preconceito, defendendo que competência e neurodiversidade caminham juntas.
A nomeação simboliza não apenas uma conquista pessoal, mas também um avanço na valorização da diversidade no Judiciário brasileiro — prova de que superação e mérito constroem caminhos de destaque no serviço público.
*Com informações do Correio Braziliense
*BOA NOTÍCIA PB, A INFORMAÇÃO QUE FA\ BEM!